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Ano
2003
Fraternidade e
as Pessoas Idosas
Dignidade, Vida e Esperança |
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| 1. Equipe
Regional da CF |
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Compete-lhe a) estimular a formação e/ou assessorar
e articular as equipes diocesanas; b) planejar a CF em nível
regional: o que organizar, quem envolver, calendário
a ser seguido, onde e como atuar.
Sugestão de algumas atividades a serem desenvolvidas:
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Antes
da Campanha: a) encontro regional de estudo do texto
base, estudo da melhor utilização das
diversas peças, com definição de
atividades comuns nas Dioceses para operacionalização
da CF, intercâmbio de informações,
experiências e subsídios; b) produção
de subsídios adaptados à realidade; c)
informação e repasse de subsídios
relacionados com o tema produzidos em outros Regionais
ou provenientes de outras fontes; d) assessoria, se
solicitada, às Dioceses.
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Durante a Campanha:
a) contato com as equipes diocesanas para animação,
intercâmbio de experiências mais significativas;
b) acompanhamento das atividades comuns programadas. |
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Depois
da Campanha: a) encontro regional de avaliação;
b) redação e envio da síntese regional
da avaliação à Secretaria Executiva
nacional da CF dentro do cronograma previsto; c) participação
no encontro nacional de avaliação e planejamento
da CF; d) repasse às Dioceses da avaliação
nacional e outras informações; e) repasse,
ao longo do ano, de subsídios oportunos sobre
o tema da CF. |
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| 2. Equipe
Diocesana da CF
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| Compete-lhe: a)
estimular a formação e/ou assessorar e articular
as equipes paroquiais da CF; b) planejar em nível diocesano:
o que realizar, quem envolver, calendário a ser seguido,
como e onde atuar.
Sugestões de algumas atividades: |
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Antes
da Campanha: a) encomenda dos subsídios para
as paróquias, comunidades religiosas, colégios,
meios de comunicação, movimentos de Igreja;
b) encontro diocesano para estudo do texto base, busca
comum da melhor forma de utilizar as diversas peças
da Campanha, definição de atividades comuns
nas paróquias, intercâmbio de informações
e subsídios, sugestão ou escolha do gesto
concreto; c) programação do lançamento;
d) constituição de equipes para atividades
específicas; e) informação e repasse
de subsídios alternativos.
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Durante a Campanha:
a) acompanhamento das diversas equipes; b) verificação
do andamento das atividades comuns programadas; d) contatos
com as paróquias para perceber o andamento da
Campanha; e) conferir se os subsídios chegaram
a todos os destinatários em potencial; "alimentar"
com pequenos textos motivadores ("release")
os meios de comunicação, colégios
e outros segmentos. |
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Depois
da Campanha: a) encontro diocesano de avaliação;
b) redação e envio da síntese da
avaliação à equipe regional; c)
participação no encontro regional de avaliação;
d) repasse às equipes paroquiais da avaliação
regional e outras informações; e) concretização
do gesto concreto e garantia do repasse da parte da
coleta para a CNBB Regional e Nacional; f) repasse,
ao longo do ano, às paróquias de subsídios
oportunos sobre o tema da CF. |
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| 3. Equipe
Paroquial da CF |
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A
Campanha da Fraternidade acontece mesmo é nas famílias,
nos grupos e nas comunidades eclesiais articulados pela paróquia.
Como em relação a outras atividades pastorais,
o papel do pároco ou da equipe presbiteral é
preponderante. Mesmo que, por vezes, muitas coisas aconteçam
bem sem ou até apesar do pároco, tudo anda melhor
quando ele estimula, incentiva, articula e organiza a ação
pastoral. Em toda paróquia com dinamização
pastoral, não faltarão equipes para todos os
serviços, o Conselho Paroquial de Pastoral, e outros
organismos necessários. A equipe de coordenação
pastoral, por si ou pela constituição de comissão
específica, garantirá a Campanha da Fraternidade.
Sugestão de algumas atividades:
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Antes
da Campanha: a) pedido de material junto à Diocese;
b) encontro paroquial para estudo do texto base, estudo
da melhor utilização das diversas peças,
definição de atividades comuns nas comunidades,
programação da abertura em nível
paroquial, previsão de como a CF atingirá
colégios, hospitais, meios de comunicação,
e outros espaços ou ambientes da realidade paroquial,
escolha do gesto concreto; c) planejamento da coleta;
d) encontros conjuntos ou específicos com as
diversas equipes paroquiais para programação
de toda a quaresma e semana santa; e) previsão
de como colocar o maior número possível
de subsídios da Campanha e a quem oferecer, ao
menos, o texto base.
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Durante
a Campanha: a) divulgação permanente;
b) conferir se os subsídios chegaram a todos
os destinatários em potencial; c) motivação
de sucessivos gestos concretos de fraternidade; c) realização
da coleta. |
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Depois
da Campanha: a) avaliação da CF; b) participação
do encontro diocesano de avaliação; c)
repasse à(s) equipe(s) da avaliação
diocesana e outras informações; d) concretização
do gesto concreto e repasse à Diocese da parte
da coleta devida; e) retomada do tema ao longo do ano.
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| Gesto(s)
Concreto(s) da CF |
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A
Campanha da Fraternidade, fundamentalmente, é programa
global conjunto de evangelização. A Palavra
anunciada desperta a fé, a conversão e a inserção
na vida comunitária, conduz à vida sacramental
e faz desabrochar para a vida fraterna, para o serviço,
para o estabelecimento de novas relações sociais.
Não há verdadeira evangelização
sem o compromisso pessoal, social e comunitário de
transformação do mundo segundo critérios
evangélicos. Quem acolhe o anúncio do Evangelho
vive como Jesus viveu, adere "ao programa de vida - vida
doravante transformada - que Ele propõe, ao ‘mundo
novo’, ao novo estado de coisas, à nova maneira
de ser, de viver, de estar junto com os outros, que o Evangelho
inaugura" (EN 23). Esta adesão se expressa em
gestos concretos.
Estes gestos são múltiplos
e variados, mas não podem constituir ações
isoladas. São expressões diferentes da vivência
quaresmal, iluminada pela pregação da Campanha
da Fraternidade, em preparação à Páscoa.
Estes gestos podem ser de:
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oração,
necessária para discernir a realidade, ver a
missão de cada cidadão brasileiro e do
cristão comprometido em face da situação
de todos os marginalizados na história de nosso
País;
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jejum,
que ganha conotação de compromisso com
a população empobrecida, em permanente
jejum forçado por não ter acesso à
educação, ao trabalho, à moradia,
à cultura, ao exercício pleno da cidadania.
Os que têm o suficiente são chamados a
jejuar livremente, num ato de culto a Deus através
dos bens materiais. São chamados, também,
a renunciarem à convivência com os mecanismos
de opressão e marginalização para
todas as pessoas viverem como irmãos; |
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esmola,
vivenciada através da partilha e da libertação.
Para isso é essencial não apenas dar esmola,
mas transformar-se em "esmola" (doação),
aliando-se a todos, a partir dos oprimidos e discriminados
em sua aspiração por verdadeira fraternidade.
Por isso, gestos de promoção humana libertadora.
Diante de quem tem fome, de quem não tem roupa,
não tem casa, está doente, está
preso ou morto há ações imediatas
indispensáveis: dar de comer, matar a sede, vestir,
abrigar, visitar, sepultar. |
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Mas
o dar de comer e matar a sede é também empenhar-se
para que todos consigam capacitação profissional,
emprego digno e salário justo; é buscar estruturas
que não gerem a fome dos irmãos. Vestir é
também trabalhar por todos os despojados, devolvendo-lhes
a dignidade, possibilitando o retorno ao convívio social.
Abrigar o peregrino é também acolher o migrante
e promover sua integração na comunidade, batalhar
para que todos tenham acesso à terra para trabalhar,
promover uma política que não crie sempre mais
novos sem-teto, sem terra e sem dinheiro. Visitar doentes
é também criar novos serviços de assistência
médica e hospitalar. Visitar os presos é também
garantir-lhes assistência jurídica, proteger
os direitos humanos do preso e criar condições
de vida digna que contribuam para diminuir a criminalidade.
A variedade de gestos que cada um/a pode
realizar ao longo da quaresma, concretizando sua caminhada
de conversão, é imensa. Mas há um gesto
concreto comum a todos: é a coleta da Campanha da Fraternidade
- a contribuição financeira.
No final da Campanha, cada comunidade é
chamada a um gesto generoso, cuja destinação
não contemplará apenas necessidades dela. Pela
sua doação, a comunidade vai ajudar a Igreja
desenvolver obras de promoção humana e a sustentar
a ação pastoral. Certamente não há
Diocese do Brasil que não tenha já recebido
ajuda de irmãos e instituições eclesiais
de outros países. Numerosas paróquias e comunidades
receberam ajuda financeira de entidades católicas do
estrangeiro para as mais diversas finalidades: construção
de igrejas, de centros comunitários, programas de formação,
seminários...
Na coleta da Campanha, cada comunidade dá
conforme pode. Se ela tem pouco, dá pouco. Se tem mais,
reparte mais. Se tem muito, partilha muito. O que não
pode é ser mesquinha, dar uma sobra por descargo de
consciência. A colaboração deve ser generosa,
gratuita, solidária e libertadora.
A coleta da Campanha da Fraternidade, grande
gesto concreto de fraternidade, deve tornar-se logo meio privilegiado
para a autosustentação da Igreja no Brasil,
garantindo recursos financeiros para ela manter obras sociais,
programas de formação de leigos engajados, a
infra-estrutura pastoral. A CNBB já recebe razoável
recurso desta coleta para preparar a Campanha de cada ano
e para as atividades que desenvolve.
A destinação da coleta é
a seguinte: 45% para a própria paróquia aplicar
em programas de promoção humana; 35% para a
Diocese aplicar na mesma finalidade; 10% para a CNBB Regional
e 10% para a CNBB Nacional.
No final da Campanha, quando a comunidade
faz a coleta, ela estará oferecendo não apenas
dinheiro. Estará oferecendo todo seu esforço
quaresmal, sua alegria de dar, sua corresponsabilidade, sua
solidariedade fraterna.
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