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Campanha da Fraternidade surgiu durante o desenvolvimento
do Concílio Vaticano II. O primeiro documento conciliar
aprovado foi sobre a Liturgia. O documento Lumen Gentium,
constituição dogmática sobre a Igreja
- sua natureza e missão evangelizadora - foi também
dos primeiros documentos refletidos e aprovados pelo Concílio.
Surgiu de um discurso do Cardeal Suenens, no final da primeira
sessão. Foi aprovado no final do Concílio.
A primeira das Conferências Gerais do Episcopado Latino-americano,
após o período conciliar, em Medellín
(1968), foi convocada para a implementação do
Concílio, no Continente. A reflexão sobre a
realidade latino-americana levou a Igreja a enfrentar o desafio
da pobreza e da urgente presença transformadora nas
estruturas sociais. A Conferência de Puebla, dez anos
depois, acentuou ainda mais a dimensão social da fé
e da vivência cristã, a fim de superar a situação
de marginalização, opressão e exclusão
em que vive a maioria do povo, criando-se um clima de comunhão
e participação.
Os temas da Campanha da Fraternidade, inicialmente, contemplaram
mais a vida interna da Igreja. A consciência sempre
maior da realidade sócio-econômico-política,
marcada pela injustiça, pela exclusão e por
índices sempre mais altos de miséria, fez escolher
como temas da Campanha aspectos bem determinados desta realidade
em que a Fraternidade está ferida e cujo restabelecimento
é compromisso urgente de fé. A partir do início
dos encontros nacionais sobre CF, em 1971, a escolha de seus
temas vem tendo sempre mais ampla participação
dos 16 regionais da CNBB que recolhem sugestões das
Dioceses e estas das paróquias e comunidades.
Alguns pontos de referência na escolha dos temas são:
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