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Campanha da Fraternidade
2004
UNICEF
diz que a falta de água potável e de saneamento
básico impede que crianças desfrutem de boa saúde
e educação. |
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Nova Iorque – 10 de março
de 2003 – Devido à falta de água potável
nos domicílios, crianças e adolescentes
de todo o mundo em desenvolvimento padecem de doenças
que poderiam ser evitadas, disse hoje o UNICEF, acrescentando
que milhões de meninas são desencorajadas
a estudar devido à ausência de instalações
sanitárias nas escolas.
O UNICEF disse ainda que doenças transmitidas por
água contaminada causam a morte de 1,6 milhão
de crianças pequenas todos os anos. A ausência
de instalações higiênicas para meninas
e meninos, separadas, nas escolas, obriga, muitas vezes,
às meninas a abandonar o ensino fundamental. Dos
120 milhões de meninos e meninas em idade escolar,
a maioria é de meninas.
“Esta falta de acesso à educação
básica relega meninas à pobreza ou a depender
de outros em etapas posteriores de sua vida”, disse
Carol Bellamy, Diretora Executiva do UNICEF.
Milhões de crianças sofrem de infecções
intestinais produzidas por vermes e parasitas. Todos os
anos, 19,5 milhões de pessoas são contaminadas
por lombrigas e tricuros, e a maior taxa de contaminação
dá-se entre crianças em idade escolar. Além
disso, todos os anos, cerca de 118,9 milhões de
meninas e meninos com menos de 15 anos de idade sofrem
de esquistossomose, uma enfermidade causada por um parasita
conhecido como esquistossoma. Os parasitas consomem nutrientes,
o que agrava a desnutrição e atrasa o desenvolvimento
físico das crianças, causando baixa freqüência
e baixo rendimento escolar.
“O dinheiro necessário para proporcionar
serviços de água e saneamento básico
é muito pouco comparado com os dividendos que gera”,
afirmou Carol Bellamy, que exortou os governos a investir
mais em água potável e na proteção
de nascentes.
O UNICEF disse que vários estudos têm demonstrado
que para cada um dólar investido na infância
– incluindo os fundos para melhorar o acesso à
água potável e ao saneamento básico
– sete dólares serão economizados,
a longo prazo, em serviços públicos.
“Ao proporcionar água potável e saneamento
aos cidadãos mais pobres do planeta, podemos reduzir
a pobreza e o sofrimento, e assegurar a educação
de todas as crianças”, declarou a Diretora
Executiva do UNICEF.
Carol Bellamy participará do Terceiro Fórum
Mundial da Água, que reunirá líderes,
especialistas e crianças em uma série de
conferências que serão realizadas no Japão
de 16 a 23 de março. O Dia Mundial da Água
é celebrado em 22 de março.
Durante a conferência, o UNICEF fará todo
o possível para assegurar que as crianças
tenham voz na solução desses problemas;
para tanto, será um dos patrocinadores do Fórum
Infantil Mundial da Água, que será realizado
nos dias 20 e 21 de março em Shiga, no Japão.
Cerca de 100 crianças de países desenvolvidos
e em desenvolvimento debatarão seu papel como força
para a mudança nas questões que envolvem
água e saneamento. Representantes desse fórum
apresentarão suas conclusões às pessoas
encarregadas de tomar decisões, presentes à
Conferência Ministerial, que ocorrerá em
22 e 23 de março. A Holanda e a ONG japonesa Network
ofereceram os fundos para a realização desse
Fórum Infantil.
O Terceiro Fórum Mundial da Água é
também um passo em direção ao cumprimento
de metas aprovadas na Cúpula sobre Desenvolvimento
Sustentável em 2002. Líderes mundiais concordaram
em reduzir pela metade, até 2015, o número
de pessoas sem acesso a saneamento básico.
“Todos sabemos que a água potável
é um recurso escasso em muitos lugares, freqüentemente
um artigo altamente político”, observou Carol
Bellamy. “Por isso, é fundamental que pensemos
nesses recursos em relação a nossas crianças
– não apenas para nossos próprios
filhos e filhas, mas para todas as gerações
futuras.”
O UNICEF E A ÁGUA E O SANEAMENTO
O UNICEF estabeleceu alianças e obteve a confiança
do público mediante seu histórico de trabalhos
em projetos de água e saneamento durante os últimos
35 anos. Na década de 60, o UNICEF respondeu as
emergência relacionadas com a seca proporcionado
perfurações rápidas e instalando
poços com bombas de água. Nos anos 70, o
UNICEF providenciou perfurações e sistemas
alimentados pela gravidade, o que serviu para proteger
as nascentes e os poços, e modernizar as fontes
tradicionais de água nas áreas rurais. Durante
a década de 80, o UNICEF enfatizou a necessidade
de saneamento, educação em higiene, melhoria
da participação comunitária e um
aumento do papel da mulher em projeto de água e
saneamento. Nos anos 90, o UNICEF modificou sua postura
de mero prestador de serviços e centralizou suas
ações na utilização, operação,
manutenção e sustentabilidade.
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